A força do voluntariado
[fotos: Elaine de Souza / ACI-Famesp]
![]() Helen (à esquerda) e Rosilene: voluntariado com amor e comprometimento |
Doraci, gerente administrativa: "o trabalho voluntariado é essencial em nossa rotina" |
Comprometimento e paixão resumem a prática de homens e mulheres que se voluntariam a atuar em diferentes segmentos levando conforto e acolhimento a pacientes, acompanhantes e funcionários da Maternidade Santa Isabel. Alguns deles já fazem isso há 20 anos, como é o caso do Grupo Irmã Scheilla, presente na Maternidade desde 2002. Ao todo, 60 voluntários, coordenados com todo o amor por Neide Garcia Naves Mieli, 63, atuam na unidade. Numa copa equipada com fogão, geladeira, armários, mesa e banheiro com chuveiro quentinho, as voluntárias, carinhosamente chamadas de “as amarelinhas”, rodiziam em três turnos diários. Na rotina, oferecem café, leite, pão com manteiga e um bolo caseirinho para os acompanhantes de gestantes que passam pela unidade hospitalar. Além disso, todos os dias visitam os quartos oferecendo produtos de higiene pessoal para mamães e bebês. "O voluntariado entrou na minha vida numa fase difícil e me trouxe sentido", conta a confeiteira Rosilene Aparecida Arcanjo, 39, que desde 2015 desenvolve ações voluntárias. “Um dia, ao visitar um quarto, eu me apresentei e perguntei se precisavam de um kit de higiene e uma moça disse que só queria uma oração. Eu me surpreendi com o pedido e entendi ali que nosso papel vai além”, recorda-se emocionada.
"Aprendi a ser voluntária após ingressar no Centro Espírita Amor e Caridade. Lá, fiz um curso com o então diretor, Richard Simonetti. Ele nos dizia que há pessoas que fazem o trabalho voluntário porque pensam receber algo em troca (e tudo bem, pelo menos estão fazendo), há outras que o fazem por julgarem ser um dever (e também é válido) e há aquelas que são movidas pelo amor", recorda-se Helen Gonzales, 40, que divide seu turno às segundas-feiras ao lado de Rosilene. Entrosadas, claramente encaram o voluntariado como um trabalho sério.
Trabalho aprovado por Lucas Leonardo Pereira da Silva, 23, que foi tomar um cafezinho e se sentiu acolhido. “Ajuda a distrair um pouco, gostei muito”, disse ele, que na segunda, 2 de maio, fazia companhia à gestante Giovana, com 12 semanas de gravidez, no Pronto Atendimento da Maternidade.
Carona e poses fofas
[foto: Robson Braguetto / MSI-Famesp]![]() Entre 2018 e 2019, a fotógrafa voluntária Denise Joaquim capturou 1.500 cenas de afeto e carinho entre mães e bebês, num total de 56 ensaios |
[foto: Reprodução Facebook Projeto Abrace/ MP] Projeto da Promotoria de Justiça de Bauru capacita voluntários para oferecerem transporte para gestantes e recém-nascidos vulneráveis
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A Maternidade também conta com voluntários do Projeto Cegonha, iniciativa do promotor de Justiça Enilson Komono que, desde 2018, garante o transporte de mulheres de baixa renda que estão gestantes ou que acabaram de dar à luz na Maternidade Santa Isabel, promovendo 519 corridas. O principal foco do Projeto Cegonha é evitar que as pacientes e seus bebês saiam da maternidade e voltem para casa a pé ou de ônibus, quando nem elas nem os parentes têm condições de arcar com o transporte. O trajeto é feito em automóveis dos voluntários capacitados e cadastrados no programa. A necessidade é atestada pelo Serviço Social da Maternidade, que aciona o voluntário da vez por um grupo de WhatsApp. Outra ação que mobilizou diversas famílias cujos bebês nasceram na Santa Isabel foi o ensaio Newborn conduzido pela fotógrafa voluntária Denise Joaquim entre 2018 e 2019. A ação rendeu até uma exposição fotográfica para a Maternidade. Nesse período, 1.500 cenas de afeto e carinho entre mães e bebês foram capturadas pelas lentes de Denise, num total de 56 ensaios.
“Todas essas ações nos enchem de orgulho e alegria e contribuem significativamente para a melhoria da assistência que oferecemos. Somos muito gratos a todos os voluntários e a todos os parceiros que sempre apoiam essas iniciativas de humanização tanto para pacientes como para funcionários”, destaca a gerente administrativa da unidade, Doraci de Oliveira Motta, que há 14 anos atua na unidade e foi testemunha ocular de todas as mudanças pelas quais o Hospital passou. “Pra mim, tudo o que a Famesp fez aqui é um sonho”, finaliza.
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Você sabia? > Por ano, em média, O Grupo Irmã Scheilla, do Centro Espírita Amor e Caridade, atende mais de 28 mil pessoas somente na Maternidade Santa Isabel, distribuindo mais de 17 mil pães; mais de 3 mil litros de leite e de café; 2,7 mil fraldas; mais de 6 mil absorventes femininos; mais de mil sabonetes, além de escovas e cremes dentais. > Após implantar diversas ações que integram políticas prioritárias do SUS, como a Política Nacional de Humanização (PNH) e a Política Estadual de Humanização (PEH), e modelos essenciais para a assistência perinatal, como o Método Canguru, a Maternidade Santa Isabel foi classificada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo como a primeira maternidade pública do interior de São Paulo referência em humanização. > Entre os projetos de voluntariado, há também o Sons que Curam e as visitas do pastor Davi em datas festivas, levando mensagens e músicas a pacientes e funcionários. |

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